Plataforma de e-commerce reduziu o valor mínimo para frete grátis no Brasil de R$ 79 para R$ 19, com o objetivo de defender sua participação de mercado contra concorrentes como Shopee e Temu.
O Mercado Livre registrou uma queda em seu lucro líquido no terceiro trimestre de 2025, pressionado por maiores custos logísticos e pela expansão de sua operação de crédito. A empresa vem intensificando os investimentos para manter sua liderança no e-commerce latino-americano em meio à crescente concorrência de plataformas como Shopee e, mais recentemente, Temu.
Uma das principais estratégias adotadas foi a redução do valor mínimo para o frete grátis no Brasil — de R$ 79 para apenas R$ 19 — medida que busca aumentar o volume de pedidos e fidelizar consumidores. Apesar de impulsionar as vendas, a mudança elevou significativamente os custos de entrega, afetando as margens operacionais do grupo.
No segmento financeiro, o Mercado Crédito também ampliou o volume de empréstimos concedidos a consumidores e vendedores, o que ajudou a elevar a receita, mas trouxe aumento nas provisões para inadimplência, em linha com a deterioração do cenário macroeconômico na região.
Mesmo com a pressão sobre o lucro, a companhia destacou que o número de compradores ativos e o volume total de transações continuaram crescendo de forma sólida. Analistas veem a estratégia como um movimento necessário para preservar a base de usuários e garantir competitividade no mercado brasileiro, que se tornou palco de uma intensa “guerra de fretes” entre os grandes players do e-commerce.
“Estamos focados em garantir a melhor experiência possível para o consumidor, ao mesmo tempo em que fortalecemos o ecossistema de vendedores”, afirmou o Mercado Livre em comunicado.
Especialistas apontam que, embora os resultados de curto prazo mostrem compressão de margens, o reforço na logística e na oferta de crédito pode sustentar o crescimento da companhia no longo prazo.
Fonte: oglobo.com