Empresas que ainda não adotaram social commerce — ou comércio integrado às redes sociais como WhatsApp, Instagram e TikTok — estão perdendo um recurso valioso: o tempo que o consumidor dedica a essas plataformas. Segundo artigo da Exame publicado em 30 de setembro de 2025, o público latino-americano passa até cinco horas diárias em redes sociais, tornando esses canais ambientes de baixa fricção para descoberta de marcas, interação e compras.
A evolução do social commerce e sua aplicação prática
O texto destaca que o social commerce vai além da simples presença digital ou anúncios: trata-se de construir um ecossistema onde marcas, creators e usuários interagem de forma contínua. Esse modelo inclui influenciadores, conteúdos gerados por usuários (UGC), transmissões ao vivo, stories com produtos destacáveis, vitrines interativas, entre outros formatos.
A atenção do consumidor é um ativo escasso no mundo digital. Quem oferece experiências integradas — permitindo que usuários descubram, avaliem e comprem produtos sem sair do ambiente social — está à frente no jogo. Já marcas que mantêm abordagens tradicionais, concentradas apenas em sites ou lojistas físicos, correm o risco de ficar invisíveis.
Por que social commerce importa
- Mais proximidade e autenticidade: as redes sociais favorecem recomendações pessoais, feedbacks e interação direta entre marcas e consumidores.
- Menos atritos na jornada de compra: simplificação do processo, menos cliques entre encontrar o produto e concluí-la transação.
- Maior alcance orgânico: conteúdos compartilháveis (vídeos curtos, lives, reviews) têm potencial de viralizar e aumentar visibilidade sem grandes orçamentos de publicidade.
Desafios e o próximo passo
Embora os benefícios sejam claros, adotar social commerce exige adaptação. As marcas precisam investir em produção de conteúdo relevante, monitoramento de métricas de engajamento, resposta rápida ao cliente nas redes, e integração entre estoque, logística e marketing para suportar vendas diretas via social media.
O artigo conclui que, num cenário onde o consumidor está cada vez mais presente e ativo nas redes, não adotar social commerce não é apenas perda de oportunidade — é risco de obsolescência digital.
Fonte: Exame