Um estudo da Worldpanel by Numerator, em parceria com a McKinsey & Company, revela que os consumidores latino-americanos estão mais seletivos em suas compras, priorizando canais e produtos que oferecem maior valor. No Brasil, a fatia do orçamento destinada a bens de consumo massivo caiu de 55% em 2023 para 49% em 2025, enquanto outros setores ampliaram participação de 7% para 12%.
Tendências do varejo na região
- Omnicanalidade consolidada: 52% dos lares usam sete ou mais canais de compra por ano. Apesar da queda nas visitas às lojas físicas, o volume por carrinho aumentou 5,7%, com compras de abastecimento representando 38% dos gastos.
- Canais em expansão: atacadistas e lojas de desconto seguem em alta. Na Colômbia, 100% dos lares frequentam lojas de desconto, enquanto no Brasil, 88% compram em atacadistas, responsáveis por 21% dos gastos em bens de consumo massivo.
- Marcas premium e próprias em crescimento: entre 2024 e 2025, marcas premium avançaram 1,4 ponto percentual, alcançando 21% do valor das cestas. Já marcas próprias e opções econômicas cresceram 0,4 ponto cada. O consumo de itens mainstream caiu sete unidades por lar.
- Digital em aceleração: o e-commerce de bens de consumo massivo avançou 60% em um ano, ritmo cinco vezes maior que o varejo físico. O modelo híbrido lidera com 52,7% de participação, enquanto o WhatsApp aparece como segundo canal mais relevante, com 19,8%.
Cenário regional
Argentina, Peru e Brasil puxam o avanço das marcas premium, enquanto Equador, México e Colômbia lideram no crescimento das marcas próprias — que já representam 27% do mercado colombiano. Categorias como beleza e cuidados com o lar se destacam no comércio online, mas ainda há espaço para expansão em setores tradicionais.
O levantamento acompanhou milhares de lares em 15 mercados latino-americanos, monitorando semanalmente seis grandes cestas de consumo, centenas de categorias e diversos formatos de canais de compra.
Fonte: Money Report