Shein e Temu, empresas chinesas já consolidadas no mercado doméstico, têm levado ao exterior as táticas que as fizeram conquistar milhões de consumidores: preços baixos, promoções frequentes e forte apelo digital. Essas estratégias, antes restritas à China, estão mostrando bons resultados em mercados ocidentais.
Segundo a consultoria Daxue Consulting, destacada pela Business Insider, a China não é mais apenas fornecedora de produtos para o mundo — está se firmando também como exportadora de marcas com identificação global. O varejo e o entretenimento são dois dos setores mais impactados por esse movimento.
Nos últimos anos, empresas chinesas ganham relevância em moda, tecnologia, alimentação e mobilidade. Exemplos:
- A Shein, gigante do fast fashion, considera os Estados Unidos seu maior mercado, e viu crescimento de mais de 56% no Reino Unido em 2024.
- A Temu, parte do grupo Pinduoduo, marcou forte presença entre os apps mais baixados pela Geração Z nos EUA em 2024.
Além disso, as plataformas chinesas diferem de modelos mais “tradicionais” de e-commerce como o da Amazon pela interface bastante interativa: pop-ups, anúncios frequentes, recompensas aleatórias e estímulos visuais que tornam a experiência mais envolvente e estimulam compras por impulso.
Essa combinação de preços agressivos, campanhas chamativas e fidelização digital está elevando a competitividade das marcas chinesas fora da China — e obrigando players locais a reagirem.
Fonte: Exame